Inverno nas Cataratas: estação transforma a paisagem do Parque Nacional do Iguaçu

  • 02/07/2026
(Foto: Reprodução)
O inverno transforma o Parque Nacional do Iguaçu, modificando as cores, o comportamento da biodiversidade e a dinâmica da paisagem de um dos cenários naturais mais famosos do mundo. A estação, iniciada oficialmente em 21 de junho, coincide com o período de estiagem na região, reduzindo o volume do Rio Iguaçu e tornando as águas das Cataratas mais cristalinas. Mesmo com frio, a paisagem da maravilha mundial da natureza é única. Marcos Labanca O fenômeno evidencia as formações rochosas basálticas e intensifica o contraste com o verde da Mata Atlântica, criando cenários especialmente favoráveis para a contemplação. Programações como o Amanhecer nas Cataratas e o Pôr do Sol nas Cataratas passam a oferecer novas perspectivas da paisagem, marcada por temperaturas mais amenas e maior visibilidade, incentivando os visitantes a ampliarem sua permanência e explorarem o parque por mais dias. Biodiversidade no inverno — Durante os meses mais frios do ano, a floração e o comportamento de espécies como a pixirica, o gravatá-de-brinco e o ipê-roxo garantem beleza e sustento à biodiversidade local, atraindo aves e insetos polinizadores mesmo durante o inverno. Enquanto essas plantas florescem na estação, outras, como o açoita-cavalo, adotam estratégias de economia de energia, reduzindo seu ritmo de crescimento e perdendo parte das folhas para se prepararem para uma intensa renovação com a chegada da primavera. Pixirica floresce durante o inverno no Parque Nacional do Iguaçu. Apolonio Rodrigues. O frio altera a rotina da fauna, e com isso, diversas espécies adaptam seus comportamentos para enfrentar as baixas temperaturas. Mamíferos como o macaco-prego e o esquilo permanecem ativos, concentrando seus deslocamentos nos períodos mais quentes do dia e contribuindo na vital dispersão de sementes. O tatu-galinha, mais sensível à estação, utiliza suas tocas como abrigo para conservar o calor corporal. Macacos-prego continuam ativos mesmo no inverno, contribuindo para dispersão de sementes. Apolonio Rodrigues. Entre as aves, o periquitão-maracanã e o surucuá-de-barriga-amarela ajustam suas dietas e buscam áreas ensolaradas manter a temperatura corporal. Estratégia semelhante é adotada pelas borboletas oitenta-e-oito e gema-de-ovo, que aguardam o calor do sol para iniciar seus voos. Surucuá-de-barriga-amarela ajusta a dieta nesta época do ano para enfrentar as temperaturas mais baixas. Talita Sartor da Silva. Atividades para aquecer — Além das mudanças na paisagem, o inverno favorece a prática de atividades ao ar livre dentro da unidade de conservação. Entre as opções estão a Trilha das Cataratas, o Circuito São João, o Caminho do Poço Preto, o Caminho das Bananeiras, a Trilha da Canafístula e a Ciclovia das Cataratas, que podem ser realizadas a pé ou de bicicleta. Após os passeios, os visitantes encontram no Espaço Usina uma alternativa para descansar e se aquecer, com cafés, chás e outras bebidas quentes servidos em um ambiente integrado à natureza, próximo ao Rio São João. Cardápio do Espaço Usina oferece opções de bebidas quentes e lanches para aquecer após o passeio. Divulgação/Urbia+Cataratas. Para aproveitar a visita com mais conforto, recomenda-se o uso de roupas adequadas para o frio, além de calçados fechados e apropriados para caminhadas. Repelente e protetor solar continuam sendo itens indispensáveis em qualquer época do ano. Por estar inserido em uma extensa área preservada de Mata Atlântica, o parque costuma registrar temperaturas e sensação térmica inferiores às observadas na área urbana de Foz do Iguaçu. Os ingressos para o Parque Nacional do Iguaçu devem ser adquiridos antecipadamente pelo site oficial cataratasdoiguacu.com.br, onde o visitante escolhe o dia e o horário da visita. Para aproveitar melhor a experiência, recomenda-se conhecer o parque em mais de um dia. Borboleta oitenta e oito é um dos símbolos do Parque Nacional do Iguaçu, e nesta época, procura locais ensolarados para se aquecer. Talita Sartor da Silva. Céu noturno também se transforma — A constelação da Ema marca o chamado “tempo velho”, identificado no céu pelos guaranis. Na cosmovisão indígena, o animal surge por completo ao anoitecer durante a segunda quinzena de junho, indicando o início do inverno no Sul do Brasil. Segundo o mito guarani, a constelação do Cruzeiro do Sul segura a cabeça da Ema. Caso ela se solte, a ave beberá toda a água da Terra. Essa e outras interpretações do céu noturno são apresentadas aos visitantes todos os sábados durante o Céu das Cataratas, experiência de astroturismo realizada no Parque Nacional do Iguaçu. Constelação da Ema aparece no Céu Noturno do Parque Nacional do Iguaçu neste época do ano. Rodrigo Guerra/Cosmos Iguassu. Sobre o Parque Nacional do Iguaçu — O Parque Nacional do Iguaçu, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), conta com a gestão da visitação turística da concessionária Urbia+Cataratas. Reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO, é referência internacional em turismo sustentável. Além disso, foi eleito a principal atração do Brasil e da América Latina pelos usuários do Tripadvisor no Prêmio Best of the Best 2025. Mais informações contato@catarataspni.com.br cataratasdoiguacu.com.br

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/urbia-cataratas/noticia/2026/07/02/inverno-nas-cataratas-estacao-transforma-a-paisagem-do-parque-nacional-do-iguacu.ghtml


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