Petrobras confirma retomada de perfuração na costa do AP após vazamento de fluido; MPF pede suspensão da licença

  • 21/03/2026
(Foto: Reprodução)
ANP autoriza retomada da perfuração da Petrobrás na Foz do Amazonas O Governo do Amapá e a Petrobras confirmaram a retomada da perfuração exploratória na Margem Equatorial, no bloco FZA-M-59, após reunião realizada em Macaé (RJ) na última quarta-feira (18). A decisão ocorre em meio a disputas judiciais: o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ações na quinta (19) e sexta-feira (20) pedindo a suspensão da licença, alegando riscos ambientais após um vazamento de fluido e falta de consulta às comunidades tradicionais. A perfuração no poço Morpho foi interrompida no dia 4 de janeiro deste ano. Um incidente em um navio-sonda resultou no vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa (FPBNA) a uma profundidade de cerca de 2,7 mil metros. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a retomada em fevereiro de 2026, mas condicionou a liberação ao cumprimento de protocolos de segurança. A Petrobras precisou apresentar relatórios técnicos e substituir peças da sonda antes de reiniciar a operação. A estatal afirmou em nota oficial que cumpre todas as exigências previstas no licenciamento ambiental e que o incidente de janeiro foi controlado com material biodegradável, validado pela ANP. "Considerando as análises técnicas realizadas e as medidas mitigadoras propostas pela Petrobras, concluiu-se não haver óbice [empecilho] ao retorno das atividades de perfuração no referido poço, a partir do recebimento deste ofício", disse a ANP. Como operadora, a Petrobras pode retomar a perfuração porque possui a licença ambiental válida concedida pelo Ibama em outubro de 2025. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, explicou que o planejamento inicial previa alcançar o objetivo da perfuração ainda no primeiro semestre de 2026. No entanto, disse que os atrasos provocados pela suspensão em janeiro e pelas exigências adicionais da ANP impactaram o cronograma. “O que que a gente disse? que se a gente começasse a furar em novembro, a gente ia furar: dezembro, janeiro, fevereiro, março e lá pra abril, a gente ia tá chegando no objetivo. Mas perdemos um mês e meio, então você pode botar um mês e meio a partir de abril”, disse Magda Chambriard, presidente da Petrobras, durante coletiva de imprensa. O presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá), Wandenberg Pitaluga, afirmou que a medida impulsiona o desenvolvimento econômico. Segundo o governo estadual, a partir de 1º de abril o suporte logístico às plataformas será concentrado nos municípios de Macapá e Oiapoque. “Estamos em acompanhamento e em contato direto com o time institucional da Petrobras sobre a retomada da pesquisa exploratória na Margem Equatorial. Tivemos a notícia de que essa retomada foi autorizada, após o cumprimento de todos os protocolos exigidos pela empresa”, disse Pitaluga. O que diz o MPF? O Ministério Público Federal recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, pedindo a suspensão imediata da licença ambiental. Entre os principais argumentos estão: Risco ambiental: o vazamento de janeiro teria evidenciado fragilidades na operação e ameaça à biodiversidade da foz do Amazonas. Consulta às comunidades: povos indígenas e populações tradicionais não foram ouvidos, como prevê a legislação internacional. Licenciamento questionado: o órgão sustenta que a licença do Ibama não seria suficiente para garantir segurança plena. Competência judicial: defende que o caso seja julgado no Pará, já que a bacia influencia mais municípios paraenses do que amapaenses. LEIA MAIS: Perfuração da Petrobras na costa do Amapá segue sem previsão de retomada após vazamento de fluido Margem Equatorial: Fantástico vai à região que está no centro do debate sobre a exploração de petróleo ANP autoriza Petrobras a retomar perfuração na Foz do Amazonas, diz agência A ANP reforçou que o regime de Segurança Operacional adotado no Brasil é alinhado a normas internacionais, como as da Noruega e do Reino Unido, e tem foco preventivo. No caso do vazamento da costa do Amapá, a falha foi controlada e não houve danos ao meio ambiente ou às pessoas. 🔎 O material liberado foi o fluido de perfuração, conhecido como “lama”. Ele é usado para resfriar a broca, remover fragmentos de rocha e controlar a pressão do poço. Trata-se de um fluido à base de água, com aditivos de baixa toxicidade, comum em perfurações no mar. Infográfico mostra local de vazamento que fez Petrobras interromper perfuração na Foz do Amazonas. Arte/g1 Petrobras confirma retomada de perfuração na costa do AP após vazamento de fluido. Gea/Divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

FONTE: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/03/21/petrobras-confirma-retomada-de-perfuracao-na-costa-do-ap-apos-vazamento-de-fluido-mpf-pede-suspensao-da-licenca.ghtml


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