Polícia prende no Ceará suspeito de invadir sistema de órgão de AL e cobrar servidores indevidamente
03/09/2026
(Foto: Reprodução) Suspeito utilizava VPN para acessar remotamente sistema de órgão público do Estado de Alagoas
Gilles Lambert / Unsplash
A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (3), um homem suspeito de acessar indevidamente o sistema de atendimento de um órgão da administração pública do estado e realizar cobranças indevidas contra servidores públicos.
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O suspeito, que não teve o nome informado, foi preso em Icó, no interior do Ceará, em cumprimento a um mandado expedido pela 17ª Vara Criminal da Capital. A Polícia Civil não informou o estado de naturalidade dele.
De acordo com a polícia, o homem será transferido para o sistema prisional de Alagoas. Ele também é apontado como chefe de uma organização criminosa que realiza fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.
As irregularidades foram identificadas a partir de mecanismos de acompanhamento do órgão estadual, que constatou dezenas de atendimentos suspeitos. Durante estes atendimentos, o suspeito solicitava pagamentos.
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As investigações iniciais apontam que o suspeito utilizava as credenciais de um servidor que está afastado das atividades, o que levantou a hipótese de utilização indevida e acesso por terceiros.
A partir daí a Polícia Civil foi acionada e percebeu que o homem utilizava redes privadas virtuais, as VPNs, para dificultar a identificação e localização dele durante as fraudes.
Apesar da tentativa de ocultar os rastros, as investigações conseguiram identificar um endereço de IP e o associou a outros dados que permitiram a localização do alvo.
A Justiça determinou ainda o bloqueio judicial de R$ 8.618,00, correspondente ao montante das fraudes até então confirmadas, além do afastamento do sigilo de dados telemáticos e bancários para aprofundamento das investigações, que continuam.
Fraude
Polícia Civil de Alagoas localizou suspeito em Icó, no interior do Ceará
Reprodução/PC-AL
O esquema, segundo a Polícia Civil, consistia em utilizar os dados de terceiros para ter contato com usuários que procuravam o serviço oficial oferecido pelo órgão.
Nesses contatos, o investigado se apresentava como responsável pelo atendimento e dizia que existiam supostos problemas na emissão de documentos, induzindo as vítimas à realização de pagamentos em benefício do grupo criminoso.
A Polícia Civil identificou, até o momento, dois pagamentos realizados por vítimas. Os valores obtidos eram movimentados por meio de contas de terceiros e intermediadoras de pagamento. A prática tem como objetivo dificultar a identificação dos beneficiários.