Quem são os candidatos nas eleições 2026 que acumulam multas ambientais milionárias

  • 27/09/2026
(Foto: Reprodução)
Quatorze candidatos nas eleições de 2026 concentram mais de R$ 100 milhões em multas ambientais aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) nos últimos dez anos, segundo levantamento da ASCEMA Nacional. Foram considerados para a reportagem candidatos que acumulam individualmente pelo menos R$ 1 milhão em autuações. Entre os nomes estão candidatos a deputado estadual e federal, ao Senado, ao governo e suplentes. Os valores foram aplicados por infrações que incluem destruição de vegetação nativa, desmatamento, exploração de áreas protegidas e operação de atividades potencialmente poluidoras sem licença. VEJA TAMBÉM: Candidatos acumulam mais de R$ 120 milhões em multas ambientais Sete dos candidatos estão ligados a autuações registradas no Pará, sobretudo em municípios como Altamira e São Félix do Xingu, dentro ou nas bordas da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, uma das regiões da Amazônia mais atingidas pelo desmatamento ilegal nos últimos anos. Há casos em que a cobrança das multas foi suspensa pela Justiça. Entre Daniel Messac, Ulisses Vieira e Tobias Laurindo, as autuações com exigibilidade suspensa somam mais de R$ 54 milhões. Agora no g1 Ter uma multa ambiental, mesmo que milionária, não torna uma pessoa inelegível. A multa é uma sanção de natureza administrativa ou pecuniária (pagamento em dinheiro). Sozinha, não gera inelegibilidade. Para que haja inelegibilidade por causa ambiental com base na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 64/1990), o candidato precisa ter uma condenação criminal definitiva (com trânsito em julgado) ou proferida por órgão colegiado por crime ambiental previsto em lei, e não apenas uma infração ou multa administrativa. Apesar disso, ristiane Mazzetti, coordenadora da frente de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil, pontua que o eleitor pode e deve considerar o histórico do candidato na agenda socioambiental como informação relevante para avaliar candidatura. "Principalmente quando se tratam daqueles candidatos à reeleição, integrantes de bancadas e/ou de partidos com históricos recentes de desmonte da legislação ambiental - inclusive das salvaguardas que atuam no monitoramento e fiscalização - e que podem se beneficiar da fragilização do controle desses crimes ambientais". O perfil predominante entre os multados é o de homens, empresários e profissionais do agronegócio em municípios do chamado arco do desmatamento amazônico. Veja quem são: Daniel Messac de Morais, candidato a deputado estadual pelo Mobiliza, tem 4 multas em seu nome, que somam R$ 60,7 milhões; Romero Jatobá Cavalcanti Neto, candidato a deputado estadual pelo PSB, tem 7 multas em seu nome, que somam R$ 17,5 milhões; José Lopes Junior, candidato a deputado estadual pelo Republicanos, tem 12 multas em seu nome, que somam R$ 8,2 milhões; Ulisses Vieira Coutinho dos Santos, candidato a deputado estadual pelo PL, tem 1 multa em seu nome, que soma R$ 3,3 milhões; Mauricio Buffon, candidato a deputado federal pelo PL, tem 3 multas em seu nome, que somam R$ 3,1 milhões; Thiago Araujo, candidato a deputado estadual pelo União Brasil, tem 2 multas em seu nome, que somam R$ 2,4 milhões; Edson Giroto, candidato a deputado federal pelo PL, tem 1 multa em seu nome, que soma R$ 2,0 milhões; Antonio Galvan, candidato a senador pelo Avante, tem 2 multas em seu nome, que somam R$ 1,6 milhão; Deodalto José Ferreira, candidato a deputado estadual pelo PL, tem 1 multa em seu nome, que soma R$ 1,5 milhão; Tobias Laurindo, candidato a 1º suplente pelo DC, tem 3 multas em seu nome, que somam R$ 1,5 milhão; José Alexandre Domingues Guimarães, candidato a senador pelo MDB, tem 2 multas em seu nome, que somam R$ 1,5 milhão; Daniel Barbosa Santos, candidato a governador pelo Podemos, tem 1 multa em seu nome, que soma R$ 1,4 milhão; Simão Peixoto Lima, candidato a deputado estadual pelo MDB, tem 6 multas em seu nome, que somam R$ 1,3 milhão; Wanderley Dias Vieira, candidato a deputado estadual pelo PL, tem 3 multas em seu nome, que somam R$ 1 milhão; O g1 tentou contato com todos os citados. As respostas enviadas foram incluídas na reportagem. O espaço segue aberto para manifestações. Maiores multas estão na Amazônia Daniel Messac de Morais encabeça a lista. Candidato a deputado estadual pelo Mobiliza em Goiás e servidor público federal, ele responde por quatro autuações que somam R$ 60,7 milhões. A maior delas, de R$ 50 milhões, foi aplicada em outubro de 2020, em São Félix do Xingu (PA), por infração à flora. Segundo o auto, houve destruição com fogo de mais de 5 mil hectares no Bioma Amazônico, no interior da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu. A multa está atualmente com exigibilidade suspensa por decisão judicial, sem depósito ou termo de ajustamento de conduta (TAC). Na prática, a cobrança está travada na Justiça e o valor ainda não foi pago nem garantido. Segundo Wallace Lopes, representante da Ascema Nacional, isso significa que "há uma discussão judicial em andamento e que a cobrança administrativa foi suspensa por determinação da Justiça". "Enquanto essa discussão ocorre, o autuado deixa de sofrer algumas restrições administrativas. Em muitos casos pode continuar obtendo crédito, contratando com o poder público e exercendo suas atividades normalmente até a conclusão definitiva do processo", explica o analista ambiental. Outras duas autuações, de R$ 2,1 milhões e R$ 500 mil, ocorreram em julho de 2019, em Altamira (PA). Há outra, em São Félix do Xingu, de novembro de 2021, no valor de R$ 8 milhões, também por destruir com fogo mais de 530 hectares de floresta no interior da APA Triunfo do Xingu. Messac já foi preso preventivamente em um desdobramento da Operação Poltergeist, que apurou a contratação de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa de Goiás em 2018. O candidato disputa sua quinta eleição e esteve presente em todas as legislaturas da Assembleia desde 2003. Procurado pela reportagem, Messac não respondeu aos questionamentos. Romero Jatobá Cavalcanti Neto, candidato a deputado estadual em Pernambuco pelo PSB, aparece em seguida no ranking. Empresário, ele concentra sete autuações, todas aplicadas em outubro de 2020, em Altamira, por infrações contra a flora. Daniel Messac, Romerinho jatobá e Zé Lopes Montagem - Arte/g1 (Reprodução/Instagram; Reprodução/Câmara Municipal de Rio Branco; Reprodução/TV Globo) Os valores variam de R$ 211,5 mil a R$ 6,34 milhões e somam R$ 17,5 milhões. A maior parte dos processos está em fase de recurso ou aguardando homologação. Conhecido como Romerinho Jatobá, ele foi o vereador mais votado do Recife nas eleições de 2024 e é presidente da Câmara Municipal da capital pernambucana. Foi condenado pela Justiça por desmatamento ilegal de uma área na Amazônia equivalente a mais de 500 campos de futebol para criação de gado. Outro candidato com valor elevado em multas ambientais é José Lopes Junior, candidato a deputado estadual no Acre pelo Republicanos e vereador. Ele é o nome com maior número de autuações do levantamento: são 12, sendo 11 contra a flora e uma por descumprimento de termo de embargo. Os autos somam R$ 8,2 milhões e foram aplicados entre 2018 e 2024, nos municípios de Lábrea e Boca do Acre, no Amazonas. Segundo os registros do DivulgaCand, esta é a terceira eleição de José Lopes. Em 2022, foi eleito suplente pelo PL e, em 2024, vereador em Rio Branco (AC). Em 2026, declarou mais de R$ 32,6 milhões em patrimônio, composto principalmente por imóveis rurais. Questionado pela reportagem, Zé Lopes disse que se tratam de processos de cunho ambiental, tanto administrativos quanto judiciais, em que ele é citado como requerente ou requerido. "Para esclarecer, essa área do sul do Amazonas é notória por possuir focos de invasões de terras. Todos esses processos estão com iniciais para identificação dos reais desmatadores e com as defesas apresentadas e aguardando julgamento. Concomitantemente a isso, essas áreas estão passando por regularização junto aos órgãos ambientais, de acordo com o Código Florestal. Observando critérios ambientais e fundiários, com ações de reintegração de posse e isolando áreas que foram antropizadas pelos invasores", explicou José Lopes, em nota. Ulisses Vieira dos Santos, candidato a deputado estadual pelo PL no Maranhão, foi multado em R$ 3,3 milhões por destruir mais de 650 hectares de vegetação nativa da Amazônia Legal, em Buriticupu (MA). É uma única autuação, aplicada em fevereiro de 2024, mas de valor elevado — a sétima maior multa individual do levantamento. O processo está com exigibilidade suspensa por decisão judicial, sem depósito nem TAC. A defesa de Ulisses, em nota ao g1, afirmou que os efeitos do Auto de Infração e do Termo de Embargo contra o candidato estão suspensos. "A decisão judicial impede, enquanto vigente a suspensão, a produção dos efeitos administrativos relacionados à multa e ao embargo mencionados. A controvérsia permanece submetida à apreciação do Poder Judiciário, dentro do devido processo legal." Candidato a deputado federal pelo PL em Tocantins, Maurício Buffon foi multado em R$ 3 milhões por uma infração no bioma Amazônia, em Feliz Natal (MT). Segundo os dados, ele operava atividade agropecuária em uma área de 595 hectares sem a devida licença ambiental, em fevereiro de 2017. A autuação foi enviada à Diretoria Jurídica do Ibama para inscrição em dívida ativa. Buffon declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ser agricultor e possuir R$ 48,5 milhões em bens, incluindo maquinário agrícola e fazendas. Ele também foi autuado em 2023 por manter em depósito 125 quilos de produtos tóxicos sem registro no Brasil, em Monte do Carmo (TO), em multa de R$ 41 mil. No mesmo município, recebeu outra autuação, de R$ 33,6 mil, por infração de controle ambiental. O candidato a deputado estadual pelo União Brasil Thiago Araújo tem 2 multas por infrações cometidas no município de Magalhães Barata, no Pará, sendo uma de 2021 e a outra de 2022. Em ambas, ele foi autuado por danificar a vegetação da Reserva Extrativista Marinha Cuinarana. Essa é a sétima eleição de Thiago, que foi eleito deputado em 2022 pelo Cidadania e tentou se eleger como prefeito em Belém (PA) pelo Republicanos em 2024. Antes disso, foi eleito em 2014 e reeleito em 2018 como deputado estadual pelo PPS. Multas se repetem em diferentes municípios e biomas Os casos milionários não se restringem à Amazônia. Edson Giroto, candidato a deputado federal pelo PL, recebeu multa de R$ 2 milhões por destruir ou danificar mais de 401 hectares de vegetação nativa no Pantanal mato-grossense, sem autorização. A infração ocorreu em abril de 2019, em Corumbá (MS). O processo segue em análise de recurso. Giroto declarou R$ 1,9 milhão em bens. Ele já foi candidato a prefeito de Campo Grande em 2012, quando chegou ao segundo turno, e a deputado federal por Mato Grosso do Sul em 2010, quando foi eleito. Ele também é ex-secretário de Infraestrutura de Mato Grosso do Sul, e já foi condenado pela Justiça por enriquecimento ilícito estimado em mais de R$ 10 milhões. Antonio Galvan, candidato ao Senado pelo Avante em Mato Grosso, soma R$ 1,5 milhão em duas autuações em Vera (MT). A principal, de R$ 1,5 milhão, foi aplicada por operar um aeródromo potencialmente poluidor sem licença. A outra, de R$ 50,5 mil, foi aplicada por armazenar combustível sem autorização. As duas são de 2022. Agricultor, Galvan também disputou as eleições de 2022. A multa do aeródromo segue notificada, aguardando pagamento ou recurso, enquanto a menor está em fase de homologação. Antonio Galvan e Edson Giroto Montagem - Reprodução/DivulgaCand O candidato Deodalto José Ferreira está em sua sexta eleição. Ele tem a multa mais recente do levantamento, de agosto de 2026, por danificar 297 hectares na Amazônia. Embora seja candidato pelo PL no Rio de Janeiro, Dr. Deodalto (seu nome de urna) tem fazendas declaradas em Rondon do Pará, onde ocorreu a autuação. Ele também tem 50% do capital social de uma empresa agropecuária de Mato Grosso. Em 2010, Deodalto foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro, ao lado de seu irmão, Flávio Campos Ferreira. Segundo a denúncia, cirurgias de laqueadura realizadas no Hospital de Clínicas de Belford Roxo, administrado pelos irmãos e conveniado ao SUS, teriam sido utilizadas para pedir apoio eleitoral a Flávio, então candidato a deputado estadual. Atualmente, Deodalto é deputado, eleito em 2018 pelo Democratas e reeleito em 2022 pelo PL no Rio de Janeiro. Antes disso, foi candidato a prefeito em Belford Roxo, eleito deputado estadual pelo PTN (2014) e vereador de Belford Roxo (2012). Tobias Laurindo, economista e candidato a primeiro suplente pelo DC no Amapá soma R$ 1,5 milhão em três autuações por infrações à flora, aplicadas em Macapá entre setembro e novembro de 2018. Duas delas, de R$ 1,4 milhão e R$ 10 mil, estão com exigibilidade suspensa por decisão judicial. A terceira, de R$ 100 mil, segue em fase normal de homologação. Ao ser questionado pela reportagem, o candidato Tobias Laurindo disse que a situação foi judicializada e que venceu a causa, nas duas com exigibilidade suspensa. "Foi uma situação injusta, irregular. As multas foram consideradas indevidas, tanto que o Ibama e o Ministério Público Federal perderam na Justiça. Nós vencemos em primeira e segunda instâncias, na Justiça Federal, todas essas ações, porque provamos que não havia nenhuma irregularidade da nossa parte", argumenta. José Alexandre Domingues Guimarães, candidato ao Senado pelo MDB de Tocantins, tem duas multas que somam R$ 1,5 milhão, por "impedir regeneração natural de vegetação nativa do bioma amazônico" com criação de gado em área embargada pelo IBAMA e por descumprir o termo de embargo. A infração ocorreu em dezembro de 2024. Essa é a quarta eleição do candidato desde 2014, quando se candidatou como deputado estadual pelo PR no Pará. Em 2016, foi candidato a vice-prefeito em Novo Repartimento (PA), também pelo PR, e em 2022 como deputado federal em Tocantins, pelo Republicanos. No pleito de 2026, José Guimarães declarou R$ 2,6 milhões de patrimônio, incluindo terrenos, fazendas e gado. Em nota, o deputado afirmou que, quando adquiriu o imóvel, em 2020, não havia registro de embargo ou restrição ambiental no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Segundo ele, a autuação do Ibama refere-se a um suposto crime ambiental ocorrido em 2016, antes da compra da área. O produtor declarou ainda que, ao tomar conhecimento da restrição administrativa, transferiu o rebanho bovino para áreas regularizadas da propriedade e apresentou defesa ao órgão ambiental. Na nota, ele sustenta que agiu de boa-fé, nega irregularidades e reafirma compromisso com a legislação ambiental. Daniel Barbosa Santos, candidato ao governo do Pará pelo Podemos, foi multado em R$ 1,4 milhão por uma infração contra a flora em Tomé-Açu (PA). A autuação, de junho de 2024, foi aplicada pela destruição de 279 hectares de floresta nativa da Amazônia. Daniel declarou R$ 4,7 milhões em bens e foi reeleito prefeito de Ananindeua (PA) pelo PSB em 2024. Alexandre Guimarães e Daniel Barbosa Montagem - Reprodução/DivulgaCand Simão Peixoto Lima, candidato a deputado estadual pelo MDB, tem seis multas que somam R$ 1,2 milhão. Cinco delas foram contra flora ou licenciamento ambiental, como desmatar com queimadas e realizar atividade pecuária sem as licenças ambientais necessárias. Ele ainda tem uma multa menor, de R$ 1 mil, por guardar dois porcos-do-mato sem permissão. O candidato declarou mais de R$ 7,2 milhões em bens ao TSE. Entre os itens listados no patrimônio, o de maior valor é um imóvel rural "localizado na margem esquerda do rio Madeira de 500 hectares, com 1.750 cabeças de gado" no município de Borba (AM). Wanderley Dias e Simão Peixoto Montagem - Reprodução/DivulgaCand Com exceção da disputa de 2022, Simão Peixoto disputou todas as eleições municipais de 2004 a 2020, sendo eleito em todas: como vereador em 2004, 2008 e 2012, e prefeito em 2016 e 2020. Essa é sua primeira disputa em uma eleição geral. Prefeito de Borba, Simão Peixoto, é alvo de operação da Polícia Federal no interior do AM Justiça mantém prisão de prefeito do AM suspeito de manipular testemunhas em investigação O candidato Simão Peixoto Lima foi procurado pelo g1 e não retornou os questionamentos da reportagem. Wanderley Dias Vieira, médico e candidato a deputado estadual pelo PL no Pará, soma pouco mais de R$ 1 milhão em três autuações aplicadas no mesmo dia, em 13 de outubro de 2023. Os autos apontam exploração de 203,9 hectares de floresta nativa dentro da Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu. Duas autuações são por infração à flora e uma, por infração à fauna. A maior, de R$ 1 milhão, e outra, de R$ 27 mil, seguem apenas notificadas para ciência da autuação — fase inicial do processo, na qual o autuado ainda não apresentou defesa. Dr. Wanderley, como está registrado seu nome na urna, disputou as eleições municipais de 2012 e 2020, a primeira pelo PPS e a segunda pelo PSD, ambas eleito como vice-prefeito. Ele também foi candidato em 2014 a deputado estadual pelo PPS no Pará. Em nota, a defesa de Wanderley Dias Vieira afirmou que os autos de infração citados são de natureza administrativa e não representam condenação judicial nem reconhecimento de crime. Segundo a defesa, as autuações ainda são objeto de contestação administrativa, sem decisão definitiva, e os valores divulgados correspondem apenas às multas inicialmente aplicadas pelo Ibama. A defesa afirma também que os autos não incidem "qualquer causa de inelegibilidade" no âmbito eleitoral, estando o candidato "em pleno gozo de seus direitos políticos para disputar o pleito de 2026". Como foi feito o levantamento A análise consolidou 190 registros de autuações ambientais do Ibama e ICMBio levantados pela Ascema Nacional vinculados a candidatos das eleições de 2026. Os registros foram agrupados pelo CPF do autuado para evitar a duplicação de pessoas que aparecem em diferentes processos. A Ascema manteve apenas autos sem indicação de cancelamento ou anulação na fonte original, e o recorte deste levantamento considerou exclusivamente autuações com data a partir de 01/01/2017. As fontes são os dados abertos do TSE (candidaturas de 2026), do Ibama e do ICMBio (autos de infração). Para esta reportagem, foram considerados somente os candidatos com mais de R$ 1 milhão em multas.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/09/27/candidatos-2026-multas-ambientais-quem-sao.ghtml


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